sábado, 15 de agosto de 2026

Pele de peixe vira curativo e terá fábrica de R$ 52 milhões no Brasil

Uma fábrica dedicada à produção de curativos biológicos feitos com pele de tilápia será instalada em breve no Brasil. A nova indústria ficará localizada em Jaguaribara, no Vale do Jaguaribe, no Ceará, e terá investimento de R$ 52 milhões.

A técnica foi desenvolvida através de pesquisas da Universidade Federal do Ceará (UFC) e agora avançará para a produção industrial. A tecnologia utiliza a pele de tilápia, que seria descartada pela indústria pesqueira, no tratamento de queimaduras e feridas de difícil cicatrização.

As obras para a implantação da unidade estão previstas para outubro de 2026. Após isso, a empresa deverá concluir a construção, instalar os equipamentos e validar os primeiros lotes.

Caso as etapas sigam o planejamento, a indústria deve começar a funcionar em janeiro de 2028. No entanto, a abertura depende da conclusão dos processos regulatórios e da validação junto à Anvisa

Como funciona o tratamento com pele de tilápia?

O curativo biológico pode ser utilizado em queimaduras de segundo e terceiro grau. Aplicado na área lesionada, o material permanece em contato com a pele, podendo reduzir a necessidade de trocas e tornar o tratamento menos doloroso para o paciente.

De acordo com estudos realizados com vítimas de queimaduras, a técnica apresentou benefícios como aceleração da cicatrização, redução de infecções e diminuição da dor. Pesquisadores da UFC ainda estudam mecanismos que possam explicar os resultados.

Dados apresentados pelo projeto relatam que a tecnologia pode reduzir em até 52% os custos do tratamento de queimaduras. Isso ocorre devido à menor necessidade de trocas de curativos, medicamentos e procedimentos hospitalares

Nenhum comentário:

Postar um comentário