Faltando três dias para o confronto decisivo contra a Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo — que ocorre no próximo domingo, 5, às 17h (de Brasília), em Nova Jersey, Endrick foi o porta-voz da Seleção Brasileira na coletiva desta quinta-feira, 2. Apesar do clamor popular por sua titularidade desde o início do torneio, o jovem atacante afastou qualquer polêmica sobre a minutagem reduzida e preferiu blindar as escolhas do técnico Carlo Ancelotti.
Reserva no Mundial de 2026, o atleta ainda busca mais espaço: não saiu do banco na estreia contra o Marrocos, jogou por 26 minutos diante do Haiti, entrou nos instantes finais contra a Escócia e atuou durante todo o segundo tempo contra o Japão. Ainda assim, Endrick fez questão de legitimar o comando do treinador italiano.
“Ele não vai fazer o melhor para mim, para o Endrick. E nem para o Matheus Cunha. Vai fazer o melhor para a equipe. Ele não tem medo, faz o que ele pensa, e as coisas acontecem. Parece que Deus olha para ele, e ele é iluminado. Porque tudo que o Carlo faz as coisas acontecem. Quando o Mister falar para eu fazer alguma coisa, não vou olhar para trás, só vou fazer o que ele me pedir”, explicou.
Outro ponto alto da entrevista foi a explicação sobre a proximidade com Neymar, após imagens de ambos conversando no banco de reservas durante a estreia repercutirem na internet. O atacante destacou que encara a convivência com o camisa 10 como uma oportunidade de amadurecimento profissional.
“Tenho uma relação muito boa com o Ney. A gente pode ficar brincando depois dos treinos e jogando cartas. Numa folga pude estar com ele, ele pôde falar comigo. É muito importante conversar com essas pessoas que são os capitães da Seleção. Não só o Ney, mas Marquinhos, Casão, Alisson. Estar com esses jogadores por perto e pegar experiência com eles é uma coisa maravilhosa”, exaltou.
O jogador traçou um paralelo com o início de sua trajetória no futebol brasileiro, reforçando sua postura de buscar conselhos com atletas mais rodados.

































