Vitória da Conquista é uma das cidades mais seguras do Nordeste dentre os municípios com mais de 100 mil habitantes. Os dados são do Anuário 2026 de Cidades Mais Seguras do Brasil©, iniciativa da MySide que compila os dados de óbitos registrados pelo Ministério da Saúde e IBGE.
A taxa registrada em Vitória da Conquista é 12,0 homicídios a cada 100 mil habitantes. Maranguape (CE), também no Nordeste e última colocada no ranking geral de segurança, com taxa de 101,5, possui taxa de violência mais de oito vezes maior que Vitória da Conquista.
O índice do município é cerca de 44% menor que a média nacional, de 21,5 assassinatos a cada 100 mil habitantes, e quase três vezes menor que a taxa da região Nordeste, de 34,8. Entre as cidades nordestinas, Vitória da Conquista fica atrás de Paço do Lumiar (MA), com 9,8, e de Campina Grande (PB), que tem a mesma taxa, 12,0, e à frente de Parnaíba (PI), com 18,0, e Garanhuns (PE), com 18,2. A cidade é, com folga, a mais segura da Bahia: Alagoinhas, 2ª colocada no estado, registra 25,8, mais que o dobro, e a capital, Salvador, tem taxa de 48,4, quatro vezes maior. No ranking de estados, a Bahia ocupa a 25ª posição, com taxa de 39,5.
Taxa cai mais da metade em um ano
Vitória da Conquista lidera o ranking da Bahia em todas as edições recentes do levantamento da MySide. No Anuário 2024, com dados de 2023, ficou em 1º lugar no estado, com taxa de 27,0. No Anuário 2025 (dados de 2024), manteve a liderança, com 29,5. Em 2026, a taxa despencou para 12,0, uma redução de cerca de 59% em um ano, e a cidade passou a figurar entre as três mais seguras de todo o Nordeste.
Confira o gráfico das cidades mais seguras do Nordeste:
Metodologia da pesquisa
O anuário 2026 Cidades Mais Seguras do Brasil© é fundamentado em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), do Ministério da Saúde.
O principal indicador utilizado para classificar as cidades foi a quantidade de assassinatos por 100 mil habitantes. Esse indicador é amplamente reconhecido como uma medida sólida e universal de segurança pública.
Organizações internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), utilizam essa taxa em seus relatórios, considerando-a fundamental para comparações regionais e temporais.
A utilização desse indicador permite ajustar os números absolutos de homicídios pelo tamanho da população, facilitando análises comparativas e a formulação de políticas públicas eficazes.
Para calcular o índice, foram analisados os dados de todos os óbitos registrados no Brasil em 2025, cerca de 1,5 milhão, segundo o Painel de Monitoramento da Mortalidade da SVSA.
A SVSA consolida os dados por meio do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), estabelecido em 1979. No SIM, são inseridos os detalhes de todos os atestados de óbito no Brasil, sendo as informações de responsabilidade do médico que emite o laudo. Após o preenchimento, o documento é encaminhado para os Cartórios de Registro Civil.
As Secretarias Estaduais de Saúde são encarregadas de coletar essas informações junto aos estabelecimentos de saúde e cartórios, enviando posteriormente para o Ministério da Saúde via SIM.
Optamos por utilizar os dados do Ministério da Saúde como base para o número de assassinatos por ser uma fonte que segue critérios uniformes em todos os estados, garantindo a consistência metodológica necessária para comparações confiáveis.
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