terça-feira, 16 de junho de 2026

Servidor de universidade é condenado por cortar o próprio pé para tentar receber seguro de R$ 1,5 milhão

A história poderia ter sido de um filme de terror. Na madrugada do dia 10 de agosto de 2019, o servidor público Vanderley dos Santos Gomes - na época, com 26 anos - narrou uma sequência de acontecimentos chocantes. Ele teria sido vítima de um assalto em Cruz das Almas: Vanderley afirmava ter sido abordado por dois homens que o forçaram a entrar em um veículo, roubaram seus pertences e, antes de abandoná-lo numa área rural, cortaram seu pé direito

Quase sete anos depois, contudo, veio a confirmação de que nunca houve assalto, sequestro ou tortura, como havia sido alegado por Vanderley. Segundo a polícia e o Ministério Público do Estado (MP-BA), ele simulou o roubo e amputou a própria perna para receber indenizações que chegavam a R$ 1,5 milhão em caso de invalidez. Isso porque, seis semanas antes do suposto crime, ele contratou quatro seguros de vida e acidentes pessoais.

Essa tentativa de ‘golpe do seguro’ levou a uma condenação de dois anos de reclusão por estelionato. Trata-se de uma situação inédita na Justiça brasileira. Até então, houve casos em que a própria pessoa havia cortado um dedo com o objetivo de receber o seguro, mas nunca nada como um pé e parte da perna.

A primeira sentença, que condenou Vanderley por fraude na primeira instância, saiu em 2024. Sua defesa entrou com recurso, mas, em 2025, o Tribunal de Justiça do Estado (TJ-BA) manteve a condenação. Houve o trânsito em julgado e, em maio, ele foi intimado para cumprir a pena. Agora, não há mais como recorrer

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