A idosa, de 62 anos, resgatada pela Auditoria-Fiscal do Trabalho (AFT) em condições análogas à escravidão após 55 anos de trabalho sem salário não está mais na casa dos empregadores, em um condomínio de luxo no Eusébio, na Grande Fortaleza, no Ceará. Segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT), a rescisão foi concluída e a mulher não possui mais vínculo de trabalho no local.
A informação foi confirmada pelo MPT, que não informou para onde a vítima foi encaminhada. O órgão afirmou que o processo segue em tramitação e está sob sigilo. A defesa da família empregadora, por sua vez, informou que a idosa deixou a residência em 27 de julho para passar uma temporada com a irmã e outros parentes no interior do Ceará
Mulher foi levada para a família aos 7 anos
O caso começou a ser investigado após uma denúncia anônima feita pelo Disque 100, canal do Governo Federal para recebimento de denúncias de violações de direitos humanos
Mais de cinco décadas de trabalho
A criança permaneceu na primeira residência até 1982. Aos 18 anos, passou a trabalhar para o núcleo familiar formado pela filha da primeira empregadora.
Em 2014, ela foi levada para a casa de Zaamarah Alencar Brasil Andrade, onde passou a cuidar dos filhos e das atividades domésticas.
Segundo a fiscalização, a trabalhadora permaneceu durante mais de 50 anos em uma relação sem remuneração, marcada pela dependência econômica, pela privação de oportunidades educacionais e pela permanência contínua no mesmo núcleo familiar desde a infância

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