segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Homem entra em surto após morte do pai, é imobilizado por desconhecidos e morre asfixiado na rua; assista

Um homem de 40 anos, identificado como Douglas Pagliuca, morreu asfixiado após entrar em surto e ser imobilizado por três homens em Santos, no litoral de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, ele teve uma crise após receber a notícia sobre a morte do pai. Nenhum envolvido foi preso.

O caso aconteceu no dia 30 de julho, na Rua Pedro Ivo, no bairro Embaré. Novas imagens do caso e o laudo do Instituto Médico Legal (IML) fizeram a investigação tomar um novo rumo e, agora, os três suspeitos podem responder por homicídio

Como tudo aconteceu

Segundo informações do boletim de ocorrência do caso, Douglas estava na rua, onde havia batido a cabeça várias vezes contra um vaso de planta e avançado "de forma violenta" contra pessoas que passavam pelo local. Ainda conforme o registro, testemunhas relataram que ele também socou a cabeça e veículos estacionados na via.

Quando policiais militares chegaram ao endereço, encontraram Douglas já imobilizado por três homens, com os tornozelos amarrados. Segundo os envolvidos, a medida tinha como objetivo impedir que ele continuasse se machucando e preservar a segurança das pessoas que estavam na rua.

Uma testemunha relatou ter presenciado o momento em que Douglas teria agido de forma agressiva e dado cabeçadas contra uma caminhonete, danificando o para-brisa do veículo. Os policiais, no entanto, registraram que não presenciaram o comportamento agressivo descrito pela testemunha.

A Polícia Civil destacou que a ação dos homens foi exagerada, pois permaneceram por cerca de 10 minutos imobilizando Douglas no chão.

A vítima foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Leste, onde teve a morte constatada.
Novos rumos da investigação

A investigação mudou de rumo após a polícia ter acesso a imagens do circuito de monitoramento da rua. Segundo o delegado Wagner Camargo Gouveia, do 3º Distrito Policial de Santos, as imagens contradizem a versão apresentada inicialmente por testemunhas.

"Apresentaram na delegacia como se ele tivesse se autolesionado, ficava dando cabeçadas na parede, por isso a morte. Depois que a gente viu o vídeo, não foi nada disso que aconteceu", disse.


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