sábado, 7 de fevereiro de 2026

Brasil tem seis mortes por suspeita de uso de canetas emagrecedoras

Seis mortes suspeitas e 225 casos de pancreatite associados ao uso de canetas emagrecedoras foram notificados à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil desde 2018. Os dados constam no sistema VigiMed, base oficial de farmacovigilância da agência, e em registros de pesquisas clínicas realizadas no país.

As notificações envolvem medicamentos da classe dos agonistas do GLP-1, como semaglutida, liraglutida, lixisenatida, tirzepatida e dulaglutida — princípios ativos presentes em fármacos como

Ozempic;

Wegovy;

Saxenda;

Mounjaro e outros.

O tema ganhou repercussão internacional após um alerta divulgado no Reino Unido, no início do mês, sobre casos de pancreatite em usuários desses medicamentos. No país europeu, foram registradas 19 mortes.

Apesar dos números, autoridades sanitárias e especialistas reforçam que os dados não indicam a necessidade de suspensão do uso das canetas emagrecedoras. O alerta, segundo eles, é para a prescrição responsável e o acompanhamento médico rigoroso, especialmente diante do aumento do uso sem orientação profissional.

O que mostram os dados brasileiros

De acordo com a Anvisa, as 225 notificações incluem casos registrados após o início da comercialização dos medicamentos e também ocorrências durante estudos clínicos. Os pacientes são dos estados de São Paulo, Paraná, Bahia e Distrito Federal.

Além disso, seis mortes foram notificadas com suspeita de relação entre pancreatite e o uso das canetas, sem identificação dos estados.

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