Uma mulher, de 58 anos, foi flagrada tentando entrar no Conjunto Penal de Eunápolis, no extremo sul da Bahia, com material proibido escondido em uma muleta. O flagrante ocorreu na segunda-feira (19) e foi detectado pelo BodyScan, equipamento de scanner corporal da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap).
A visitante, mãe de um interno, carregava uma substância parecida com “durepox”, massa epóxi usada para colar, moldar e vedar superfícies. Durante a vistoria, policiais encontraram porções cinza e branca do material, e a mulher confessou que levou a pedido do filho
Segundo o superintendente de Gestão Prisional da Seap, Luiz Cláudio Santos, produtos como esse são usados pelos presos para fechar “cafofos”, esconder objetos ilícitos ou até tentar colar grades que poderiam ser serradas.
“É de suma importância barrar a entrada desse tipo de material”, explicou Santos.
Não é a primeira vez que algo assim acontece. Na semana anterior, outra visitante foi flagrada tentando entrar com massa epóxi escondida nas partes íntimas.
Após o flagrante, foram adotadas medidas administrativas. Como o material é proibido, mas não ilícito, não houve encaminhamento à delegacia, apenas abertura de procedimento administrativo.
O secretário da Seap, José Castro, reforçou a importância da tecnologia na segurança prisional: “É mais uma prova que o investimento em tecnologias fortalece a segurança e a modernização do sistema prisional baiano. Esses recursos ampliam a eficiência das ações. E volto a repetir, não adianta tentar, a Seap e a Polícia Penal permanecem em vigilância.”


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