O ex-padre Bernardino Batista dos Santos, de 78 anos, foi condenado pela Justiça de Minas Gerais a 24 anos e nove meses de prisão, em regime fechado, pelo crime de estupro de vulnerável contra mais de 60 crianças com idades entre 3 e 11 anos. Além da pena, a Justiça determinou o pagamento de R$ 30 mil por danos morais.
A decisão é de primeira instância e cabe recurso.
40 anos de abusos
As investigações apontam que os abusos aconteciam desde meados de 1975 em uma fazenda no município de Tiros, na região do Alto Paranaíba (MG). O último caso registrado teria ocorrido em 2016, quando uma vítima de três anos foi abusada durante um casamento realizado em uma fazenda.
O caso foi denunciado à polícia somente em agosto de 2024, o que deu início à investigação. Bernardino Batista foi preso em outubro do mesmo ano, mas foi solto pouco mais de um mês depois, por decisão da Justiça, e passou a aguardar o julgamento em liberdade condicional, com o uso de tornozeleira eletrônica.
De acordo com a Justiça, os argumentos apresentados pela defesa dele na época foram comorbidades, idade avançada e o tempo decorrido desde os fatos.
Além do caso que deu início às investigações e terminou com a condenação do ex-padre, relatos apontam que outras crianças também tenham sido abusadas enquanto ele atuava como diretor de uma escola infantil e pároco da Paróquia Nossa Senhora Medianeira e Santa Luzia, na Região Leste de Belo Horizonte.
A Arquidiocese de Belo Horizonte afastou Bernardino Batista dos Santos do cargo de padre em 2021 após receber denúncias sobre os crimes

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