Uma das boas notícias ao contribuinte brasileiro no final de 2025 foi a sanção, pelo presidente Lula (PT) — após a aprovação do Congresso Nacional —, da isenção do pagamento de Imposto de Renda (IR) para pessoas que ganham até R$ 5 mil. A medida, inclusive, passou a valer já desde a última quinta-feira, 1º de janeiro.
No entanto, isso não significa que esse grupo está livre da temida "mordida do Leão" e tem, sim, que prestar contas à Receita Federal neste ano de 2026.
A explicação é a seguinte: a declaração será referente ao ano-base 2025, quando a nova regra ainda não estava em vigor.
Só em 2027
Desta forma, apenas em 2027 o novo modelo de IR será incorporado definitivamente na declaração, já que o ano-base de referência será 2026.
Por isso, de acordo com economistas, mesmo quem se enquadra na nova faixa de isenção pode continuar obrigado a declarar, dependendo do ano-base e de outros critérios definidos pela Receita Federal.
Neste sentido, a orientação é que os contribuintes observem com atenção as regras vigentes para evitar erros ou pendências fiscais.
Isenção foi sancionada em novembro passado
A nova faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil passou a valer a partir desde a última quinta-feira, 1º. A medida foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em novembro de 2025.
Além da isenção total para quem ganha até R$ 5 mil, a Receita Federal também passa a conceder isenção parcial para contribuintes com rendimentos mensais de até R$ 7.350.
As novas regras impactam tanto a retenção mensal do imposto na folha de pagamento quanto a tributação sobre dividendos.
Compensação
Para compensar a perda de arrecadação, contribuintes com renda mensal a partir de R$ 50 mil passarão a pagar mais Imposto de Renda, assim como parte das pessoas que recebem dividendos.
Segundo o governo federal, cerca de 141 mil brasileiros serão afetados pelo aumento da tributação.



























