A disputa do Flamengo pela vaga do Estudiantes na final da Libertadores virou uma corrida contra o relógio. A Conmebol e o clube carioca pressionam a Corte Arbitral do Esporte (CAS) para marcar logo o julgamento do caso Marcos Rojo, zagueiro escalado pelo clube argentino na semifinal contra o Rubro-Negro. A ideia é ter uma decisão antes de 28 de novembro, quando o Estudiantes enfrenta o Palmeiras na decisão, no Estádio Centenário, em Montevidéu.
A informação foi divulgada nesta terça-feira (27) pelo jornal O Globo, que teve acesso ao parecer do tribunal. É nesse documento que estão os detalhes que reacendem as esperanças rubro-negras: o Estudiantes fez dois pedidos ao CAS, e apenas um foi atendido.
Um pedido aceito, outro negado
O primeiro pedido era para que Rojo pudesse jogar a semifinal de volta, e foi aceito em caráter cautelar, ou seja, provisório. O segundo buscava garantir de antemão que o clube não seria punido pela escalação, e esse foi recusado
Na fundamentação, o CAS considerou cedo demais para se pronunciar sobre uma sanção que ainda nem existia. O tribunal acrescentou que o risco de usar o jogador ficaria com o Estudiantes e com o próprio atleta, caso o julgamento definitivo não confirmasse a regularidade da inscrição.
Isso não significa que o clube argentino tenha cometido uma infração, nem que será punido. Significa que a questão segue em aberto, e é nessa brecha que o Flamengo aposta.
Como o caso começou
Rojo foi contratado pelo Estudiantes no início de outubro. O clube pediu à Conmebol para inscrevê-lo na Libertadores no lugar de um jogador lesionado, mas teve o pedido negado em 14 de outubro, e de novo no dia seguinte, depois de a entidade consultar a Fifa. O entendimento foi de que a inscrição esbarrava na janela de transferências da Argentina. A janela fechou em 2 de setembro, e o zagueiro ainda atuou em jogos oficiais pelo Racing até o dia 27 daquele mês.
Sem saída na Conmebol, o Estudiantes foi ao CAS e obteve a liberação provisória na véspera do jogo de volta. O Flamengo reagiu no mesmo dia, 21 de outubro: entregou ao tribunal um documento pedindo a revisão da autorização ou, se ela fosse mantida, que os riscos da escalação recaíssem sobre os argentinos.

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