DO RADAR
Quase dois anos após a morte de João Rebello em Trancoso, o julgamento de Felipe Souza Bruno, conhecido como Zingue, terminou com pedidos de absolvição tanto da defesa quanto do Ministério Público da Bahia. Os jurados não reconheceram a autoria atribuída ao réu e o absolveram nesta terça-feira (13), em Porto Seguro.
Durante a sessão, o promotor Igor Saulo Ferreira Rocha Assunção sustentou que não havia provas suficientes para atribuir o homicídio a Felipe. A defesa também negou a participação dele no crime. Os assistentes de acusação, que representam a família, mantiveram o pedido de condenação por homicídio qualificado.
A decisão foi tomada por maioria dos votos na pergunta sobre a autoria, encerrando a análise dos demais quesitos. A juíza Michelle Menezes Quadros Patrício formalizou o resultado e determinou a expedição do alvará de soltura.
Preso desde janeiro de 2025, Felipe retornou ao Conjunto Penal de Eunápolis para os procedimentos de liberação. A previsão informada era de que deixasse a unidade nesta quarta-feira (14).
A família pode recorrer ao Tribunal de Justiça da Bahia, que poderá determinar um novo julgamento. O prazo informado é de cinco dias após a intimação da sentença.

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