quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Pescador ficou 438 dias à deriva no oceano e sobreviveu de forma inacreditável; veja o que aconteceu com ele

O que deveria ser uma viagem de apenas dois dias para pescar tubarões se transformou em uma das histórias de sobrevivência mais impressionantes já registradas no mar. José Salvador Alvarenga passou 438 dias à deriva no Oceano Pacífico, percorreu cerca de 10,7 mil quilômetros e foi encontrado vivo em 2014. Mais de uma década depois, pouco se sabe sobre seu paradeiro.

A jornada começou em novembro de 2012, quando o pescador salvadorenho saiu de Costa Azul, no México, acompanhado do jovem Ezequiel Córdoba. Após uma falha no motor, a pequena embarcação foi levada para alto-mar e ficou fora do alcance de ajuda.

Sem estrutura para uma viagem oceânica e praticamente sem mantimentos, os dois precisaram encontrar maneiras extremas de sobreviver.

José chegou a comer as próprias unhas

Com a fome, Alvarenga contou que chegou a engolir pedaços das próprias unhas. Em relato ao jornalista Jonathan Franklin, autor do livro “438 Dias”, revelou o nível de desespero vivido no barco. “Estava com tanta fome que fui engolindo todos os pedacinhos”, contou.

Ele também capturava águas-vivas com as mãos e chegou a pensar em comer o próprio dedo mínimo.

Para conseguir líquidos, os pescadores beberam a própria urina e lambiam o interior do barco em busca de gotas de água. Quando encontravam lixo flutuando, vasculhavam os sacos atrás de qualquer coisa que pudesse ser aproveitada. Em uma ocasião, dividiram um pedaço de chiclete já mastigado.

Com o passar do tempo, Alvarenga passou a capturar peixes, tartarugas e aves. Segundo Tom Armbruster, então embaixador dos Estados Unidos nas Ilhas Marshall, o pescador bebia o sangue dos animais para tentar sobreviver.

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