Temida praga da pecuária norte-americana, a mosca-da-bicheira-do-Novo-Mundo agora está avançando o seu leque de destruição ao devorar tecidos vivos e provocar feridas graves em cavalos
O surto nos Estados Unidos não é recente. Após 60 anos desde o surgimento da mosca-da-bicheira-do-Novo-Mundo, o parasita retornou e fez com que o governo americano anunciasse um novo pacote de investimentos para impedir o avanço do inseto mortal para os animais.
O animal infectado em uma das patas traseiras do cavalo é de uma propriedade rural no condado de Presidio, próximo à fronteira com o México. O caso levou as autoridades a reforçarem as medidas de controle na região.
A bicheira também é conhecida pelos pecuaristas brasileiros e pode atingir bovinos, equinos, ovinos, caprinos e outros animais de sangue quente.
Caso provocou restrições no Texas
A Texas Animal Health Commission (TAHC) adotou medidas para restringir a movimentação de determinados animais em áreas dos condados de Presidio e Jeff Davis. O objetivo é reduzir o risco de disseminação do parasita para outras propriedades.
A confirmação em um cavalo ganha importância porque mostra novamente a capacidade da mosca de encontrar diferentes hospedeiros.
O problema não está restrito aos equinos. Bovinos e outros animais domésticos também podem desenvolver miíase provocada pelas larvas.
Como a praga atua?
Especialistas explicam que a infecção da mosca-da-bicheira acontece através da entrada de larvas do inseto em feridas abertas em bovinos, ovinos, caprinos, equinos e outros animais de sangue quente.
Quando os ovos com as larvas eclodem, o microrganismo começa a consumir o tecido vivo do animal. Como consequência, a lesão aumenta rapidamente e favorece infecções secundárias.
Sem tratamento imediato, o quadro se agrava. Além de perder peso, o animal sofre intenso estresse e pode morrer nos casos mais graves.

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