Quem aguarda uma encomenda dos Correios ainda não sabe se a greve dos funcionários provocará atrasos. A paralisação continua nesta segunda-feira (14), sem prazo para terminar, e já recebeu a adesão de sindicatos de várias regiões do país.
As agências permanecem abertas, e uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) obriga a estatal a manter 80% dos trabalhadores em atividade em cada unidade. Os Correios, no entanto, não informaram se os prazos de entrega serão ampliados nem quais localidades podem ser mais afetadas.
A greve começou na sexta-feira (11), depois que os funcionários rejeitaram, em assembleias, a proposta apresentada pela empresa para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2028. As negociações envolvem a preservação de direitos, as condições oferecidas pela estatal e, principalmente, o plano de saúde destinado a empregados, aposentados e dependentes.
De acordo com a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (FINDECT), a possibilidade de mudanças no benefício tornou-se um dos principais pontos de divergência entre as partes.
“A decisão das assembleias ocorre depois de sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental pelos trabalhadores”, afirmou a federação.
Como ficam as entregas durante a greve?
Os Correios acionaram um plano emergencial para tentar evitar a interrupção dos serviços. Entre as medidas anunciadas estão o remanejamento de veículos, a convocação de funcionários administrativos para auxiliar na operação e a realização de mutirões para manter o fluxo de encomendas.

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