sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Golpe da maquinha: entenda o que é e como se proteger

Você comprou um produto, pediu um delivery e no momento do pagamento o cartão não passou, mas você tem certeza que tinha limite ou saldo para realizar aquela compra. Antes de qualquer ação, cuidado! Você pode estar prestes a cair em um golpe.

Uma pesquisa divulgada pela Serasa apontou que 4 em cada 10 brasileiros já foram vítimas de golpes financeiros. Entre as fraudes relatadas, a clonagem de cartões de crédito ou débito aparece em 20% dos casos, enquanto 19% envolvem compras indevidas com o cartão, feitas a partir de dados obtidos pelos criminosos. 

É nesse contexto que aparece o chamado golpe da maquininha, quando criminosos utilizam equipamentos adulterados ou falsos para clonar dados do cartão, cobrar valores diferentes do combinado ou desviar o pagamento. A fraude pode acontecer justamente no momento em que a vítima acredita que a primeira tentativa de pagamento não foi concluída.

O economista Ednaldo Souza, em entrevista ao portal A TARDE, explica como os criminosos se aproveitam da desatenção do consumidor durante o pagamento.

"O golpe acontece a partir do momento que você fica desatento, às vezes conversando com alguém do lado ou de fato não prestando atenção no pagamento. A situação mais frequente é quando você vai passar o cartão em uma maquineta e ele não foi autorizado. O golpista pede para você passe em outra maquininha e é nessa passagem que parece acontecer como uma mágica mesmo, que você é burlado ali e eles dizem que não funcionou ou que está sem sinal, inventam várias coisas para concluir o golpe", alerta ele.

Como a clonagem acontece?

A clonagem é um golpe aplicado junto à troca de maquinetas ou em uma só transação. Para isso, os golpistas utilizam um leitor clandestino acoplado à maquininha ou a caixas eletrônicos, que copia as informações do cartão e registra a senha digitada.

"Segundo os especialistas em tecnologias, a clonagem é feita a partir de um aplicativo, mais conhecido no popular como chupa-cabra. Eles copiam todos os dados do seu cartão, inclusive o número de segurança, que é aqueles três números do fundo do cartão, junto com sua senha", explica o economista.
O que fazer para não ser vítima de um golpe?

O economista Ednaldo Souza diz que a primeira coisa é "atenção total" no momento do pagamento, mas ele também fez, junto ao portal A TARDE, uma lista com dicas para evitar ao máximo um golpe.

O consumidor precisa ficar sempre com a maquineta na mão, visualizando o processo todo;

Digite a senha e só devolva quando o pagamento for concluído;

O cartão não passou? Verifique no aplicativo do seu banco se o valor foi debitado;

Caso não tenha sido, tente realmente ligar para o banco. Pode ser moroso, demorado, mas é para uma melhor segurança.

"O consumidor precisa estar com a segurança. É por isso que quando você vai fazer compras, precisa ter o tempo, paciência e planejamento. Você não pode simplesmente ir por impulso ou com pressa, priorize a sua segurança", completa Ednaldo.

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