A divergência sobre uma rescisão trabalhista de cerca de R$ 4 mil é, até o momento, a principal motivação investigada pela Polícia Civil para a morte da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos. A informação foi reforçada neste sábado (18), mesmo dia em que a corporação revelou novos detalhes da perícia realizada na caminhonete da empresária Eliane Alves dos Santos, presa temporariamente por suspeita do crime.
De acordo com o delegado Tadeu Ricardo de Castro, um dos responsáveis pela investigação, a principal hipótese é que o desentendimento entre funcionária e empregadora tenha motivado o assassinato. Segundo a polícia, Berenice queria encerrar o contrato de trabalho por meio de uma rescisão amigável e receber aproximadamente R$ 4 mil. Já a empresária afirmou ter pago cerca de R$ 900 em dinheiro, sem apresentar comprovantes, e não queria desembolsar mais.
Essa é a primeira linha de motivação que a gente trabalha. Não descartamos outras possibilidades, mas essa foi a primeira hipótese que surgiu durante a investigação", disse o delegado em entrevista ao portal G1.
Embora essa seja a principal linha seguida pelos investigadores, a Polícia Civil informou que outras motivações também continuam sendo apuradas.
Ainda neste sábado, a polícia confirmou que a caminhonete da suspeita apresentava pelo menos dois disparos de arma de fogo. Conforme a perícia, os tiros foram efetuados de dentro para fora do veículo, o que, segundo os investigadores, enfraquece a hipótese de um disparo acidental.
"A caminhonete tinha dois disparos de dentro para fora. Então, pelo menos dois disparos ocorreram dentro do carro, com muito sangue. Se os tiros não transfixaram o corpo, eles ficaram no corpo da dona Berenice ou foram descartados depois", afirmou o delegado.

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