terça-feira, 28 de julho de 2026

Receita cobra imposto automático em pagamentos via Pix

A reforma tributária de 2026 no Brasil será impactada pelo novo sistema de pagamento, split payment, que consiste na cobrança automática dos impostos no momento da compra. Para as empresas, essa mudança inclui pagamento via Pix, boleto e TED.

Com esse sistema, o valor dos tributos é destinado diretamente ao governo, enquanto apenas o valor líquido é repassado ao vendedor, reduzindo o risco de inadimplência e aumentando a transparência na arrecadação.

Como funcionará o novo sistema

Diferentemente do modelo atual, em que as empresas recolhem os tributos depois da efetivação do pagamento, o split payment fará com que os impostos sejam separados automaticamente no momento do pagamento da compra.

Dessa forma, tributos como o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) serão repassados diretamente aos cofres públicos.

A expectativa é que o novo modelo alcance empresas de diferentes portes, inclusive aquelas enquadradas no Simples Nacional. A proposta busca tornar a arrecadação mais eficiente e aumentar a previsibilidade fiscal.

Quando a mudança começa

A implementação do split payment está prevista para começar em 2027, inicialmente para empresas que realizam operações entre empresas (modelo B2B) e optarem por aderir ao sistema.

A cobrança automática poderá ser aplicada em pagamentos realizados por Pix, boleto e TED.

Nas operações entre empresas, haverá compensação de créditos tributários. Já nas vendas para o consumidor final (B2C), será aplicado um percentual previamente definido para retenção dos impostos.

Impacto no planejamento das empresas

A mudança altera a forma como as empresas administram seus recursos. Hoje, muitas utilizam o período entre o recebimento da venda e o pagamento dos tributos para manter o capital de giro.

Com o split payment, os impostos serão descontados imediatamente, reduzindo ou excluindo esse intervalo. Isso exigirá um maior planejamento financeiro, principalmente para empresas que trabalham com prazos longos de pagamento ou dependem da compensação de créditos tributários.

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