terça-feira, 21 de julho de 2026

Funcionária de funerária nota sinais vitais em bebê dado como morto e aciona equipe médica

A agente funerária que constatou os sinais vitais no bebê Noah Gabriel da Cruz Santos, que havia sido dado como morto após uma parada cardiorrespiratória na Santa Casa de Rio Claro (SP), descreveu a situação como “um susto” e uma “emoção grande”.

Em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo, Regina Célia Paschoal contou que viu Noah se mexendo dentro de um saco, que é usado para colocar cadáveres e estava fechado com fitas. Logo em seguida ela decidiu abri-lo.

“Abri e o neném começou a se mexer mais ainda, fazia um barulho, que ele queria respirar”, disse Regina.

A Santa Casa informou que não houve falha e que todos os protocolos técnicos e legais para a constatação do óbito foram rigorosamente cumpridos. (Leia mais abaixo).

Cronologia do caso15 de junho – Noah nasce em Rio Claro e é internado na UTI Neonatal da Santa Casa.

15 de julho – Ao completar 1 mês de vida, sofre uma parada cardiorrespiratória. Após cerca de 45 minutos de tentativas de reanimação, o óbito é declarado. Cerca de duas horas depois, uma funcionária da funerária percebe sinais vitais no bebê. Ele é reavaliado, readmitido na UTI e volta a receber cuidados intensivos.

17 de julho – Noah é transferido para o Centrinho da USP, em Bauru, para dar continuidade ao tratamento especializado.
Susto e emoção

Em 17 anos de profissão, a agente funerária afirmou que nunca presenciou uma situação como essa. “Foi um susto, foi uma emoção grande de ver que a gente foi buscar um morto e estava vivo”, disse Regina.

O também agente funerário Matheus Batagello estava com Regina e foi o responsável por procurar uma enfermeira para verificar a situação. “Foi desesperador, mas com alívio, né?”.

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