sexta-feira, 12 de junho de 2026

Palmeiras suspende idoso suspeito de abusar de menina em banheiro

O ambiente do clube social do Palmeiras, na Zona Oeste de São Paulo, tornou-se cenário de uma investigação policial grave. A Polícia Civil apura se um associado de 74 anos utilizou pipoca para atrair uma menina de 4 anos ao banheiro masculino da sede alviverde, localizada em Perdizes, onde teria ocorrido um abuso sexual na tarde da última quarta-feira, 10. O episódio foi registrado oficialmente como estupro de vulnerável.


De acordo com as informações do boletim de ocorrência, a mãe da vítima relatou que acompanhava os filhos no clube quando perdeu a menina de vista por um breve momento. Pouco depois, a criança retornou caminhando da direção dos sanitários e mencionou ter entrado no banheiro masculino.

A resposta da filha gerou estranheza na mãe ao ser questionada sobre o que fazia ali. A menina respondeu que a situação era um "segredo". Diante da insistência da mãe em um local reservado, a criança detalhou o ocorrido. O investigado é um frequentador antigo do complexo social e conhecido da família por acompanhar o neto em atividades esportivas. Segundo o depoimento, o homem costumava se aproximar da menor e, na data do fato, permaneceu por perto oferecendo pipoca.

Mais tarde, na residência da família, a mãe identificou uma secreção incomum na região íntima da filha durante o banho. O fato a levou a conversar novamente com a criança, acionar parentes e procurar as autoridades.

Ao retornar à sede do Palmeiras, a equipe de segurança informou à mãe que o sistema de monitoramento interno registrou o momento em que a menina entra no banheiro masculino, permanecendo no local por aproximadamente 15 segundos. No relato oficial, a criança apontou que o suspeito a conduziu ao banheiro e tocou em suas partes íntimas, afirmando: "o vovô colocou a mão lá".

A menor foi encaminhada para a realização do exame de corpo de delito e recebeu atendimento médico especializado. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a ocorrência foi registrada na 4ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e direcionada para a 3ª DDM, unidade responsável pela circunscrição onde o crime aconteceu. O suspeito e sua defesa não foram localizados pelas autoridades até a última atualização do caso.

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