As transferências via Pix estão passando por novas regras de segurança implementadas pelo Banco Central do Brasil. As medidas incluem limites reduzidos para transações realizadas em dispositivos não reconhecidos, com o objetivo de aumentar a proteção contra fraudes.
A partir dessas diretrizes, usuários que acessarem suas contas por um celular novo ou ainda não validado terão restrições temporárias. Nesses casos, cada operação fica limitada a R$ 200, com um teto diário de R$ 1.000, até que o aparelho seja confirmado pela instituição financeira.
Limite em dispositivos não cadastrados
A restrição é aplicada automaticamente quando o sistema identifica que o dispositivo utilizado não faz parte do histórico do cliente. Segundo o Banco Central, a validação do aparelho é necessária para liberar o uso completo das funcionalidades.
Limite por transação: R$ 200
Limite diário: R$ 1.000
Liberação total: após validação do dispositivo junto ao banco
A medida busca garantir que o acesso à conta seja feito, de fato, pelo titular, reduzindo riscos em casos de invasão.
Bloqueio cautelar pode reter valores
Outra mudança relevante envolve o chamado bloqueio cautelar. Bancos como Nubank, Itaú Unibanco e Caixa Econômica Federal podem reter valores recebidos por até 72 horas caso identifiquem movimentações consideradas suspeitas.
Durante esse período, o dinheiro passa por análise interna. Se não houver indícios de fraude, o valor é liberado normalmente. Caso contrário, a quantia pode ser devolvida à conta de origem.
Regras também valem para transações noturnas
As normas de segurança também mantêm limites específicos para o período noturno. Entre 20h e 6h, transferências feitas por pessoas físicas continuam com limite padrão de R$ 1.000.
Essa restrição foi pensada para reduzir crimes como sequestros-relâmpago e extorsões, que costumam ocorrer com maior frequência nesse intervalo de tempo.
O que acontece se o Pix for bloqueado?
Quando uma transação entra no bloqueio cautelar, o valor não é perdido. Ele permanece temporariamente retido na conta de destino até a conclusão da análise.
Se a operação for considerada legítima, o valor é liberado
Se houver suspeita confirmada, o dinheiro retorna ao remetente

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