O Itaú anunciou o fim do segmento Emps+, serviço interno do banco voltado ao atendimento empresarial. A descontinuação da operação passou a valer oficialmente na quarta-feira, 27.
A ação da empresa deve impactar quase 400 funcionários ligados ao setor. Segundo o Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, apenas 50 trabalhadores serão mantidos e redistribuídos em dois novos projetos do banco
Os demais 350 funcionários precisarão buscar recolocação por conta própria dentro da instituição, sem um plano formal de transição apresentado pela empresa.
O sindicato afirmou que o banco não ofereceu pacote, comunicado oficial ou qualquer estrutura de apoio.
Internamente, o termo ‘High Performance’ passou a circular como possível parâmetro para seleção dos profissionais que permanecerão no banco, mas sem definição objetiva sobre metas ou indicadores utilizados na avaliação.
Trabalhadores direcionados ao segmento Pro
Uma parte dos trabalhadores do Emps+ está sendo direcionada ao segmento Pro. Porém, de acordo com o sindicato, esse caminho não é a melhor alternativa, pois há registros de demissões com menos de um ano de casa, sem avaliação formal, com a justificativa genérica de “baixa performance” ou “desalinhamento cultural”.
Também há críticas relacionadas às metas de desempenho impostas aos gerentes do segmento Pro, que, segundo relatos, chegam a exigir resultados equivalentes a 200% do Índice de Cumprimento de Metas (ICM) contratado para a área.
Outro ponto de reclamação envolve custos operacionais assumidos pelos próprios funcionários. O segmento exige que os gerentes utilizem veículo próprio, enquanto o valor reembolsado pelo banco para combustível estaria abaixo dos preços praticados no mercado. Aplicativos de transporte, segundo os relatos, não são autorizados pela instituição.

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