Uma das fábricas mais simbólicas da indústria automobilística brasileira está prestes a encerrar suas atividades. A Toyota confirmou o fechamento definitivo da unidade de Indaiatuba, no interior de São Paulo, colocando fim a uma operação que funcionou por quase três décadas e marcou a trajetória do Corolla no país.
A produção de veículos na planta será encerrada em 30 de junho de 2026. A decisão ocorre após a conclusão da transferência da fabricação do sedã para o complexo industrial de Sorocaba, que passa a concentrar uma parcela ainda maior das operações da montadora japonesa no Brasil.
Fim de uma era para o Corolla
Inaugurada em 1998, a fábrica de Indaiatuba ficou conhecida nacionalmente por ser a casa do Corolla, um dos modelos mais importantes da Toyota e um dos sedãs mais vendidos do mercado brasileiro.
Ao longo de quase 30 anos de funcionamento, a unidade ultrapassou a marca de 1 milhão de veículos produzidos, consolidando-se como uma das operações mais relevantes da fabricante no país.
Embora o encerramento das atividades aconteça apenas em junho de 2026, o fechamento já havia sido anunciado pela empresa em março de 2024, quando a montadora divulgou seu novo ciclo de investimentos para o mercado brasileiro.
Produção já está concentrada em Sorocaba
A Toyota informou que a fabricação do Corolla Sedan foi transferida de forma definitiva para Sorocaba. Segundo a empresa, a centralização das operações permitirá ganhos estratégicos para a companhia.
Entre os benefícios apontados estão uma maior integração das linhas de produção, redução dos custos logísticos, aumento da eficiência industrial e alinhamento com metas globais ligadas à sustentabilidade.
Com a mudança, Sorocaba passa a reunir as principais atividades produtivas da fabricante no Brasil.
Negociações envolveram trabalhadores e sindicatos
O processo de transição foi acompanhado de perto por funcionários e representantes sindicais.
Em 2024, trabalhadores da unidade de Indaiatuba chegaram a realizar paralisações enquanto negociavam condições relacionadas ao Programa de Demissão Voluntária (PVD) e às transferências para a fábrica de Sorocaba.
Após as negociações, a empresa e os sindicatos firmaram um acordo envolvendo tanto os desligamentos voluntários quanto a migração de funcionários para a nova unidade. De acordo com a Toyota, todo o processo ocorreu sem demissões unilaterais.

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