A possibilidade de uma nova greve dos caminhoneiros já mobiliza diversas entidades da categoria pelos estados do Brasil. Com a deflagração de uma paralisação da categoria, aumenta a preocupação diante de uma crise de desabastecimento de itens como alimentos, remédios e combustíveis, principalmente em estados estratégicos no setor de agropecuária, como a Bahia.
Como mostrou o Portal A TARDE desde o início do mês, a Refinaria de Mataripe, administrada pela Acelen, passou a anunciar aumentos expressivos no preço dos combustíveis, que ultrapassaram R$ 7,10 o litro nos principais postos.
A medida foi uma reação aos conflitos no Oriente Médio que ocasionou no aumento no preço do barril de petróleo, com fechamento do Estreito de Ormuz, onde passa 20% do produto mundial.
Para tentar conter a ideia da greve, o governo federal apresentou um pacote de medidas como:
A isenção das alíquotas do PIS e do Confins sobre a importação e comercialização do diesel reforço na fiscalização da tabela de frete pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT);
Possibilidade de barrar empresas infratoras de contratar transporte;
Proposta para que estados zerem o ICMS sobre o diesel;
Compensação de 50% das perdas de arrecadação, estimadas em R$ 1,5 bilhão
A decisão será tomada em assembleia nacional marcada para esta quinta, 19, às 16h, em Santos, São Paulo.
Impactos na Bahia
Carvalho explica ainda que o Brasil adotou na década de 50, quando houve as descobertas do petróleo em território nacional e a criação da Petrobras, um sistema de transporte de cargas totalmente rodoviário, o que resultou no abandono da ferrovia e do investimentos em modais fluviais e marítimos, limitando a logística do produto no Brasil.

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