terça-feira, 3 de março de 2026

Gases, prisão de ventre e diarreia podem indicar candidíase; entenda

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A candidíase, doença que já atingiu cerca de 52% das mulheres brasileiras, segundo pesquisa Ibope, de 2020, pode ter relação com o funcionamento do intestino. Portanto, é importante ter atenção com gases frequentes, prisão de ventre e diarreia, pois os sintomas podem indicar que há um desequilíbrio intestinal associado.

De acordo com o médico e naturopata Aureo Augusto, a disbiose (alteração na microbiota intestinal), pode favorecer a proliferação da Cândida albicans, fungo que faz parte do organismo, porém em excesso se torna prejudicial à saúde.

Quando falamos em candidíase de repetição, não podemos olhar apenas para a região íntima. Muitas vezes, o desequilíbrio começa no intestino”, afirma o especialista.

Embora não seja considerada uma condição grave, a infecção pode impactar significativamente no bem-estar e na qualidade de vida, sobretudo quando ocorre de forma recorrente.

Quais são os sintomas mais frequentes?

Coceira intensa na vulva e na vagina;

Corrimento branco e espesso;

Ardência ao urinar;

Vermelhidão e dor durante a relação sexual.

Diante dos sintomas, a recomendação é buscar avaliação médica para diagnóstico correto e tratamento adequado.

Como prevenir?

Mudanças simples na rotina podem contribuir tanto para a prevenção quanto para o controle do quadro.

Alimentação rica em fibras;

Cconsumo de alimentos integrais;

Redução de produtos refinados;

Ingestão adequada de líquidos;

Uso de roupas menos apertadas.

O médico também destaca que fatores como estresse crônico, uso de determinadas medicações e hábitos de vida influenciam diretamente o equilíbrio do organismo.

Além dos aspectos físicos, o especialista propõe uma reflexão mais ampla sobre a saúde feminina. Para ele, questões culturais e sociais também podem impactar no cuidado com o corpo.

“Não podemos analisar a saúde ginecológica apenas pelo aspecto biológico. Em contextos onde há repressão, culpa ou silenciamento em relação ao corpo feminino, fatores emocionais e sociais podem contribuir para quadros recorrentes como a candidíase”, conclui.

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