sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Saiba quais erros comuns levam à malha fina e podem bloquear a restituição no IR 2026

O envio da declaração do Imposto de Renda 2026 exige cuidado redobrado. A Receita Federal tem utilizado sistemas cada vez mais avançados para confrontar, de forma automática e em tempo real, as informações prestadas pelos contribuintes com dados fornecidos por empresas, bancos e prestadores de serviços.

O alerta é reforçado pelo Conselho Regional de Contabilidade da Bahia (CRCBA), que chama atenção para a importância do planejamento antes do envio da declaração. Segundo a entidade, inconsistências que antes passavam despercebidas agora são rapidamente detectadas e podem levar o contribuinte à malha fina.

Em 2025, a Receita Federal recebeu 45.645.935 declarações. Desse total, 8,7% ficaram retidas para análise durante o processamento. Entre os documentos que caíram na malha, 69,2% eram de contribuintes com direito à restituição, 27,9% tinham imposto a pagar e 2,9% estavam com saldo zero.

Os dados demonstram que a fiscalização não atinge apenas quem espera receber valores: mesmo quem tem imposto devido pode ter a declaração retida.

Principais motivos de retenção

As despesas médicas foram responsáveis pela maior parte das inconsistências, representando 32,6% dos casos. Logo depois aparecem:

Omissão de rendimentos: 30,8%;

Outras deduções (exceto médicas): 16,0%;

Divergências no Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF): 15,1%.

O cruzamento eletrônico identifica diferenças entre o que o contribuinte declara e o que foi informado por terceiros, tornando mais difícil que erros passem sem questionamento.

Erros mais comuns que levam à malha fina

Entre as falhas mais recorrentes estão:

Não informar todos os rendimentos, inclusive os de dependentes;

Declarar despesas médicas sem documentação comprobatória adequada;

Incluir dependentes indevidamente;

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