Um exame de sangue capaz de identificar sinais do Alzheimer antes que a perda de memória se agrave está ganhando validação científica
A principal novidade é a medição da proteína p-tau217, ligada às alterações cerebrais típicas da doença, que pode indicar o problema com alto grau de precisão sem a necessidade de exames caros ou invasivos, como a punção lombar ou o PET cerebral
Doença cresce no mundo
Atualmente, o Alzheimer é a principal causa de demência no mundo, representando entre 60% e 70% dos casos
A Organização Mundial da Saúde estima que 57 milhões de pessoas vivam com demência e projeta que esse número pode chegar a 139 milhões até 2050, o que amplia a pressão sobre sistemas de saúde e famílias
Estudo clínico confirma aumento na precisão
A eficácia do novo exame foi testada na Espanha em um estudo com 200 pacientes acima de 50 anos que já apresentavam sintomas cognitivos.
A pesquisa foi liderada por Jordi A. Matías-Guiu, da Universidade Complutense de Madrid, e publicada no Journal of Neurology em 10 de fevereiro de 2026.
Resultados do estudo
Os cientistas analisaram a presença da proteína p-tau217 no sangue. Essa proteína é um biomarcador, termo usado para definir substâncias do organismo que indicam processos biológicos anormais.
No Alzheimer, ela está relacionada ao acúmulo de proteínas que danificam os neurônios.
Com base apenas na avaliação clínica, a taxa de acerto dos médicos era de 75,5%. Quando o resultado do exame foi incluído, a precisão subiu para 94,5%. O diagnóstico mudou em cerca de um a cada quatro pacientes avaliados.

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