Uma artesã denunciou ter sido envenenada durante meses por uma aluna de um projeto social em Recife, após descobrir que a mulher colocava uma substância em sua garrafa de água. O caso veio à tona depois que a vítima instalou uma câmera escondida e flagrou a suspeita mexendo no recipiente.
Segundo a artesã, que preferiu não ser identificada, ela começou a apresentar sintomas como dores abdominais, rigidez muscular, dificuldade para caminhar e para urinar ainda no segundo semestre de 2024. Inicialmente, acreditava estar com fibromialgia, mas passou a desconfiar quando percebeu pequenas partículas na água que consumia diariamente.
Após notar a aluna manipulando sua garrafa, ela decidiu deixar o celular gravando no ambiente de trabalho. As imagens registraram, em duas ocasiões, a mulher despejando uma substância dentro do recipiente. Em seguida, a vítima procurou a polícia e entregou a garrafa para perícia.
De acordo com os laudos da investigação, foi encontrada a presença de mercúrio na água e também no organismo da artesã. O exame toxicológico apontou uma concentração de 21 microgramas do metal por mililitro de sangue. Segundo a médica responsável pelo laudo, a quantidade indica que a vítima ingeriu mercúrio ao longo de um período estimado entre oito meses e um ano.
A artesã afirma que o envenenamento deixou sequelas permanentes. Ela relata ter desenvolvido neuropatia, redução dos movimentos e comprometimento da coordenação motora. Atualmente, faz tratamento médico e fisioterapia, mas ainda aguarda uma consulta com um neurocirurgião pelo Sistema Único de Saúde (SUS), exame considerado importante para a conclusão da investigação.

Nenhum comentário:
Postar um comentário