O avanço do novo surto de ebola na África levou autoridades internacionais de saúde a emitirem um alerta global. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África (CDC África) confirmou 395 casos e 106 mortes relacionadas à doença entre a República Democrática do Congo e Uganda.
O cenário é considerado de alto risco devido à fragilidade dos sistemas de saúde locais e à intensa circulação de pessoas entre os países.
Diante da escalada dos casos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, no último sábado, 16, uma “Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional”, mecanismo usado em situações com potencial de disseminação global.
Apesar da classificação, a entidade esclareceu que o episódio ainda não atende aos critérios para ser considerado oficialmente uma pandemia, conforme prevê o Regulamento Sanitário Internacional.
O surto atual é provocado pela cepa Bundibugyo ebolavirus, considerada rara e sem vacina ou tratamento específico disponível até o momento. A doença é altamente letal e pode matar entre 30% e 40% dos infectados, sendo transmitida pelo contato com secreções corporais de pessoas contaminadas.
Casos aumentam e autoridades temem propagação internacional
Na República Democrática do Congo, especialmente na província de Ituri, autoridades registraram oito casos confirmados laboratorialmente, além de 246 casos suspeitos e 80 mortes que seguem sob investigação.
Já em Uganda, dois novos casos foram confirmados em laboratórios na capital Kampala, incluindo uma morte. Segundo autoridades sanitárias, os pacientes não tinham ligação aparente entre si, o que aumentou a preocupação sobre possíveis cadeias ocultas de transmissão.

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