terça-feira, 19 de maio de 2026

Médicos indiciados: jovem morreu de apendicite após ser mandada para casa 5 vezes

Belo Horizonte – A investigação sobre a morte de uma adolescente em Minas Gerais após um diagnóstico errado foi concluída com o indiciamento de sete médicos por homicídio culposo (quando não há intenção de matar). A jovem morreu em 25 de novembro de 2025, em um hospital de Itaúna, no Centro-Oeste mineiro, após ser diagnosticada com gastrointerite e mandada para casa cinco vezes nos dias anteriores ao buscar socorro.

Segundo o inquérito concluído pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), a jovem procurou atendimento pela primeira vez no dia 20 de novembro, reclamando de fortes dores na região abdominal. Na ocasião, foi diagnosticada com gastroenterite viral e recebeu alta médica sem passar por exames complementares.

Adolescente voltou ao hospital outras quatro vezes

Nos dias seguintes, a adolescente retornou outras quatro vezes à unidade de saúde e foi atendida por profissionais diferentes. Conforme apontado pela investigação, o diagnóstico inicial continuou sendo adotado ao longo dos atendimentos, mesmo com a continuidade e piora dos sintomas apresentados pela paciente.

A Polícia Civil destacou que não houve aprofundamento na investigação clínica durante esse período. Somente no dia 23 de novembro, após a realização de exames laboratoriais e uma tomografia, foi identificado um quadro de apendicite aguda

A cirurgia foi feita na madrugada do dia 24 de novembro de 2025, mas, segundo o inquérito, a adolescente já apresentava perfuração do apêndice e um quadro de peritonite. Ela morreu no dia seguinte em decorrência de choque séptico.

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