por Sandra Franco
A saúde brasileira sofreu uma nova derrota. O ajuste fiscal realizado pelo Governo Federal não poupou o Ministério da Saúde, que terá um corte estimado em R$ 11,77 bilhões, o segundo colocado entre os cortes do Executivo, perdendo apenas para o Ministério das Cidades que deverá ter uma perda de R$ 17,23 bilhões, segundo os anúncios oficiais. A educação, outra pasta de prioridade máxima, aponta no terceiro posto e terá menos R$ 9,42 bilhões emINVESTIMENTOS
nos próximos meses. O cenário que já é ruim nos hospitais brasileiros, deve piorar. E muito. Nossa saúde está na UTI e não tem perspectiva de cura.
nos próximos meses. O cenário que já é ruim nos hospitais brasileiros, deve piorar. E muito. Nossa saúde está na UTI e não tem perspectiva de cura.
Em meio a tantas denúncias de corrupção e desvio de verbas, o cidadão brasileiro sofre incrédulo nas filas dos hospitais e postos de saúde. Como "fulano ou sicrano" ainda não está sendo punido se usou o dinheiro público que serviu para satisfazer a interesses próprios e também de uma minoria? Como explicar ao doente que foram gastos bilhões na malfada Copa do Mundo e se está gastando mais um tanto em prol das Olimpíadas, enquanto sequer possui saneamento básico onde mora?
São dúvidas que estão deixando o brasileiro cada dia mais preocupado e a sociedade cada vez mais "doente". Não é necessário ser expert em Economia para saber que o governo gasta mais do que arrecada. Mas também não é necessário ser especialista em Saúde para afirmar que negligenciar a área é ceifar vidas, literalmente.
Para reforçar essa tenebrosa e triste tese, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou recentemente um estudo que revelou que o governo brasileiro destina por ano à saúde de cada cidadão menos do que a média mundial. Os dados apontam que mais da metade da conta da saúde de um cidadão brasileiro continua sendo arcada pelo bolso do paciente. Em média, os gastos públicos nos países ricos chegam a ser mais de cinco vezes o que o Estado oferece em nosso país.

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